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David Santos

É somente um ponto que me separa de ti, uma breve parada para respirar, um olhar atento para sair do beco antes que os gatos caguem em mim.

Sem ouro e sem prata, sem bala e sem faca, vítima fácil me tornei.

Ao pensar no outro esqueci de mim, enfraquecido estou.

Corda, beco, bala, gato e o pobre pato. Tudo no beco ao lado do vaso.

Vaso, urna para os ossos dos fracos. Fracos fracassados, traçados pelas balas e pelas lâminas de seus rivais.

Fracos alimento de canibais, carnívoros sacazes que buscam as almas para o não apodrecer das suas. Só um ponto me separa de ti, fim.

Não vejo luz no fim do beco, se olho para trás não terei outro olhar ou mergulho nas trevas ou não me encontro mais...

No fim do beco trevas e gritos, sussurros de vidas deixadas, lágrimas de almas solitárias. Lá no fim do beco não há nada mais.

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