O Recôndito da Reconstrução

 D. J. DOS SANTOS (@davidcelebrante)




Meu mundo desabou em pedaços no chão,

E a alma, perdida, pergunta: para onde vou?

Caminho em direção à margem, à contramão,

Para aquele recanto maldito que o mundo isolou.




Lugar de pessoas mal faladas, de dores iguais,

Onde encontro a mim mesmo na sombra e na luz,

E revejo aquele que lá estava, tempos atrás,

Carregando o peso que a vida conduz.



Somos desaventurados a trilhar novas estradas,

Fugindo da angústia que é recomeçar,

Mas há uma clareza nas mentes iluminadas

Por Aquele que a própria morte ousou vencer e calar.



Ele superou o inescrupuloso assassinato, a dor e o véu,

Ressuscitou soberano, mostrando a saída.

E assim, sob o mesmo reflexo do céu,

Nós também nos erguemos para uma nova vida.



Não importa o tamanho do abismo ou da dor,

Nem quantos mundos ainda vão desabar;

Naquele recôndito sagrado, com força e valor,

Nós sempre haveremos de nos reconstruir e habitar.

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